
Hey!
Para pra pensar
Até quando seremos bois e vacas
no açougue humano?
Melhor seria o pátio de insanos
Melhor seria teu sorriso interno
Melhor seria o doce engano
O genial imprevisto que arrebata a alma
E nos lança na praça real
dos mendigos literários
Os leões ao avesso
Sim, respira teu amor pelos poros
Hey
Até quando? Até quando?
Não mais a vida de plástico
Vida de ácido
Pensamento de miolo de pão
Mastigado pelo jornal da TV
Folhetim barato, um tecido velho da moda
O show das aparências na vitrine do shopping
e a platéia circense, zumbi
Os sons controlados, medidos, reprimidos
Guarda essa caixa de fracassos
e tenta ser um ponto luminoso no mundo
mesmo que os ratos roam a roupa do rei de Roma